domingo, 5 de setembro de 2010

Pilates, o segredo de Serena

Serena Williams faz várias revelações na entrevista que deu à revista Harper’s Bazaar, que está nas bancas. A número 1 do mundo, que acaba de se sagrar tetracampeã de Wimbledon e de se igualar a Billie Jean King com 13 títulos de Grand Slam, confessa que demorou para aceitar seu corpo volumoso, que já lhe rendeu muitos comentários nem sempre lisonjeiros do ponto de vista esportivo.

“Até os 23 anos, não me dava conta de que eu não era Venus. Ela é totalmente diferente. Eu tenho seios grandes e um bumbum volumoso, enquanto que Venus é alta, como uma modelo, cabe em qualquer coisa. Eu estava crescendo, queria ser como ela e cabia nas roupas dela, mas um dia, não deu. Mas tudo bem, agora.”

Em paz com seu físico, diz que fica melhor de cabelo curto e que a parte do corpo que mais lhe agrada é o sorriso. Serena aproveitou para acabar com certos boatos sobre sua vida sentimental e confirmar o fim do relacionamento com o cantor de rap e ator Common.

Ao longo dos anos, a americana exibiu o corpão em roupas ousadas, algumas que ficaram marcadas como o modelo da Puma que usou no Aberto dos Estados Unidos de 2002. Mas no vestiário, não estava tão confiante, conta. “Ficava pensando que não deveria entrar na quadra daquele jeito. Me sentia realmente exposta, estava muito nervosa.” Então, perguntou a Justine Henin o que achava e a belga recomendou uma saia mais tradicional e um top. Mas Serena venceu os temores e foi adiante. “Eu me senti muito confortável”, lembra-se.

Mais recentemente, porém, desde que ganhou o Aberto da Austrália, Serena vem exibindo um ótimo físico. “Queria ficar realmente bem condicionada, perder um pouco de peso. Então, venho fazendo Pilates e ioga, tentando afilar meu corpo para não ser tão volumosa.”

A tenista de 28 anos faz Pilates duas ou três vezes por semana e quando está treinando para um torneio, um par de horas de bate-bola, uma hora ou duas de cardio e fortalecimento em academia. Quando está em casa, em Los Angeles, ainda vai à casa de Venus correndo montanha acima por meia milha, ao invés de dirigir. Não faz nenhuma dieta, mas tem algumas regras para se alimentar. “Pequenas porções de cada comida, muita carne de frango grelhada ou assada ou peixe e vegetais cozidos.” Sua fraqueza, confessa, é “nunca recusar um bom pedaço de torta de cereja”. O método está funcionando. “O Pilates deu resultados em uma semana”, diz Serena, que está dois números mais magra.

Desde pequena, morando com quatro irmãs, sabia que era atlética, mas levou tempo para se aceitar. “Aos 6, 7 anos, de maiô, meus braços são musculosos e minhas pernas, fortes. Não percebia que eu era bem condicionada e a maioria das pessoas, não. Até hoje, não gosto dos meus braços. As pessoas querem braços mais condicionados, mas os meus são demais. Mas não me queixo, eles pagam minhas contas.”

Serena amadureceu e fez as pazes com seu corpo. “Já que não pareço com qualquer garota, leva tempo para estar bem com isso, de ser diferente. Mas ser diferente é bom.”

Fonte: Tenis Brasil

PILATES CONTRA A CONTOCONDRITE E OUTRAS DORES CRÔNICAS

Se você tem dores no peito ou dores na parede do tórax, você poderá estar sofrendo de uma Costocondrite. Ela consiste numa dor causada pela fragilidade da cartilagem que liga as costelas ao esterno. Pode vir acompanhada de inflamação do manúbrio esternal, onde uma tomografia poderá mostrar pontos de erosões no osso devido a esta inflamação. Pode ser identificada pela pressão sobre alguns pontos ao longo da margem do esterno, verificando-se uma fragilidade e uma suavidade nestas pequenas áreas que estarão doloridas e sensíveis ao toque. É normal também apresentar quadro de Fibromialgia com o passar dos anos, onde a pessoa apresenta um alto número de pontos de dor pelo corpo todo.

Dizem que a Costocondrite pode se curar por si própria após meses ou anos, que pode ser aguda ou crônica e que não existe uma causa determinada. Os médicos parecem meio perdidos nesse assunto. Eu gostaria que vocês soubessem e, por favor, transmitam caso conheçam alguém sofrendo do mesmo mal, que eu curei as minhas dores através do Pilates, reaprendendo a respirar. Não só me curei como já ajudei muitos através da respiração e da Terapia Craniosacral. Pessoas que tomavam diferentes remédios para poder suportar a dor os quais de nada adiantava. Que ouviram de médicos: ”não há mais nada que eu possa fazer por você, você vai ter que aprender a conviver com essa dor!” e ficaram depressivos e desenganados.

Mas há sim uma solução!
A minha estória vai ajudar a entender o processo da dor e como pude encontrar a luz no final do túnel, por favor, leia até o final, pois apesar de que cada um tem um estresse diferente como fator inicial de tensão, o processo de agravamento é o mesmo:

Eu sofri mais de dois anos de tudo isso, costocodrite, erosão no esterno, fibromialgia. Parei de trabalhar devido ao enfraquecimento do membro superior, mal podia lavar louça de tanta dor. Espirrar era o fim do mundo, eu sentia o esterno bater na pele como se estivesse fraturado – solto. Na verdade, ao passar dos anos ele praticamente estava, pois a erosão no manúbrio esternal foi tão grande que o meu ortopedista me encaminhou a um oncologista. Eu me tratava com um médico Reumatologista sem muitos resultados, cheguei a tomar um remédio que podia causar depósitos na retina o que comprometeria minha visão… Bom, o oncologista pediu uma biopsia para descobrir se não era Tuberculose no osso, mas os resultados foram os seguintes: tecido fibroso, isto é, tecido inflamado comum numa artrose ou artrite. Voltei a outro reumatologista, mas este se recusou a me tratar! “Isso não é artrite-artrose!”

Tudo começou com o estresse vivido no meu casamento, foi um relacionamento difícil, meu ex-marido era agressivo, bebia demais e eu passava por muitas situações de nervoso. Depois tive um filho e acabamos nos mudando para o Japão onde, segundo o meu ex-marido tudo iria melhorar, pois ele iria ter melhores condições. Claro que isso nunca aconteceu e após alguns meses de uma vida infernal, ele conseguiu aceitar que se não nos separássemos ele iria acabar me matando por eu não aceitar as atitudes dele. Apesar de ele ter me agredido na ocasião, eu consegui voltar ao Brasil com meu filho que naquela época tinha apenas um ano. Como sempre o carregava no colo, comecei a ter dores nas costas e no peito, apenas dores musculares.

Voltei ao Brasil e logo arrumei um trabalho como professora de Ginástica Olímpica, minha antiga profissão. Alguns meses de trabalho e as dores foram aumentando cada vez mais… e um ano depois tive que sair de licença saúde por não aguentar mais de tanta dor. Não conseguia nem dormir direito. Uma médica até me receitou antidepressivos na tentativa de me fazer relaxar e dormir melhor para apagar a memória da dor. Mas alguns dias de dependência do remédio me assustaram e resolvi parar.

O pior é que, não trabalhar não ajudou a melhorar, parece que a gente fica mais depressiva e só foi piorando. Após o diagnostico da biopsia como sendo uma artrose, recebi uma orientação de uma amiga terapeuta holística, que disse que segundo Louise Hay, artrose está ligada a um sentimento de ódio. Logo pensei no meu ex-marido, mas eu não sentia nenhum ódio por ele. Já o tinha perdoado, mas esse pensamento ficou em minha cabeça até o dia em que ele voltou do Japão e logo conseguiu o meu telefone e me ligou. Ao conversar comigo como se nunca tivesse feito nada errado e fosse meu melhor amigo, todo aquele sentimento voltou e após desligar o telefone, fui ao meu quarto onde me deparei com a bagunça que meu filho havia feito com tinta a óleo, pintando as mãos, pés, cama, chão, tapete, lençol… Estava tudo pintado! Adivinha, foi aí que a ficha caiu, eu tinha transferido aquele sentimento de ódio pelo meu ex-marido para outras coisas e acontecimentos.

Meu peito se espremeu tanto, se contraiu de tal maneira que ficou evidente o que eu estava fazendo com o meu corpo! É como se o corpo aprendesse a se contrair em reação a uma determinada situação e nunca mais desaprendesse. Fui reparando que a toda a hora do dia eu repetia o mesmo padrão de contração para situações simples, mesmo quando eu derrubava água, que não mancha e nem faz sujeira, eu só tinha que secar… estar atrasada… trânsito… se meu filho não me obedecesse… qualquer coisa!

Mas o que fazer?
Bom, a solução foi aprender a respirar. Aprendi a relaxar o corpo e eu me pegava prendendo a respiração constantemente, quando isso acontecia já estava com tanta dor! Inspirar, nem pensar! Eu tinha que parar. Demorava alguns segundos e depois eu soltava o resto do ar que tinha no peito deixando o esterno relaxar para só aí poder inspirar e bem pouquinho. Nada de respirar muito fundo porque eu travava de tanta dor, após algumas respirações tudo ia relaxando e a dor ia desaparecendo e se dissipando. Tinha dias ruins com muita dor e dias melhores. A fluidez dos movimentos do Pilates me ajudaram a diminuir o estresse, fui realizando os exercícios com quase nenhuma carga ou resistência, gradualmente melhorei minha força sempre respeitando meus limites, tudo muito pequeno no começo com poucas repetições e muita respiração. Hoje estou mais forte do que nunca e posso apertar meu esterno sem ter dor alguma. É como se o osso tivesse voltado a ser como era antes! Porém, por incrível que pareça, ainda hoje, após tantos anos, às vezes me pego prendendo a respiração em situações de estresse e tensão, com uma pequena diferença, agora o meu corpo logo reclama e me avisa de que algo está errado e logo volto a respirar.

A chave da melhora foi estar sempre prestando atenção nas minhas reações durante o dia para poder transformar a minha forma de reagir frente a uma situação difícil. Às vezes eu me pegava gritando com meu filho, nervosa e de repente eu ia falando pra ele “mas porque eu estou falando assim, com essa garganta toda presa, tão irritada” e com o tempo fui encontrando uma nova maneira de agir e de falar mesmo quando precisava ser mais firme com ele. É como meditar durante o dia, pois não adianta meditar e se relaxar em casa e depois sair no trânsito xingar a Deus e ao mundo! Pense nisso.

Se você se perceber durante o dia e conseguir se transformar, isso irá diminuir o seu nível de estresse, ajudar a baixar a pressão e poderá diminuir até dores de cabeça. Numa situação difícil pense assim, se não há nada que eu posso fazer por que me preocupar? E se posso fazer algo, então não há porque me preocupar. Se você está atrasado, peça desculpas, ficar nervoso não vai adiantar. Acredite que o que tem que ser vai acontecer e viva a vida um dia de cada vez.

R E S P I R E!

Autora: Tatiana Matsuo

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