sábado, 7 de maio de 2011

Pilates é praticado no hospital Israelita Albert Einstein sob orientação de fisioterapeutas

Pilates é praticado no hospital Israelita Albert Einstein sob orientação de fisioterapeutas


A fisioterapeuta Simone Przewalla aplica exercício de força e flexibilidade durante a sessão. O Pilates é atualmente um dos métodos mais procurados em academias por aqueles indivíduos que querem cuidar do corpo, da postura e da própria consciência corporal. Atento às novas necessidades de seus pacientes, o Einstein já oferece Pilates no tratamento de diversos problemas do corpo e também para pacientes em reabilitação. Na Europa e nos Estados Unidos, a prática do Pilates em tratamentos de saúde é cada vez mais utilizada. Agora, os pacientes do também podem contar com o método no Brasil.



“O programa oferecido pelo Einstein é excelente para pacientes que necessitam de fortalecimento, flexibilidade e estabilidade da coluna. Vimos que trazia esses benefícios e decidimos implantar no hospital como mais uma prática na busca de saúde e bem-estar”, explica a fisioterapeuta Simone Przewalla, uma das responsáveis pelo programa de Pilates da instituição.



O método une técnicas de ioga com aparelhos, acessórios e exercícios de fisioterapia. O Pilates é recomendado para pacientes com alterações posturais, pós-tratamento ortopédico, pacientes com sequelas ou déficits neurológicos (causados por derrames cerebrais e doenças neuromusculares, como distrofias musculares, amiotrofias espinhais, Esclerose Amiotrófica, neuropatias, miastenias etc.), idosos, grávidas, crianças e adolescentes com problemas de postura e indivíduos com necessidade de fortalecimento global.



“Os exercícios de Pilates que praticamos aqui são basicamente os mesmos dos de uma academia. A diferença é que aqui na Reabilitação, o nosso paciente é acompanhado por um fisioterapeuta, profissional apto a lidar com alterações posturais, patologias e dores, condições típicas nos pacientes que buscam nosso serviço. Além de estar mais preparado para lidar com estas situações, o fisioterapeuta conhece a parte técnica em relação ao problema do paciente, visto que já o acompanha durante outras fases de seu tratamento”, explica Simone.



“Essa orientação sendo realizada por um profissional de saúde é fundamental porque considera as características e as necessidades de cada paciente individualmente. Só vem a contribuir com as práticas já utilizadas na reabilitação e é mais uma opção para os pacientes do Einstein”, afirma.



O método Pilates



Criado em 1920 pelo alemão Joseph Pilates, o método une práticas de ioga, zen budismo e artes marciais às práticas de exercícios ocidentais. Muitas vezes com a utilização de aparelhos, os exercícios utilizam sempre o peso do próprio corpo do paciente na sua execução. É baseado em seis princípios básicos: respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos.Além do trabalho físico, o grande objetivo é unir corpo e mente em harmonia.



Principais benefícios do Pilates



Fortalecimento

Reequilíbrio muscular

Alongamento

Consciência corporal

Controle do movimento

Postura

Concentração

Definição muscular

Condicionamento físico

Respiração

Bem-estar voltado para saúde.

Os pacientes do podem iniciar o programa de Pilates por orientação médica – seja de neurologista, ortopedista, fisiatra ou de ginecologista, por exemplo. A prática também poderá ser utilizada pelos pacientes que já estão em tratamento na reabilitação, desde que seu médico ache importante esta prática como uma técnica adicional. O Pilates tem sessões de 50 minutos e o tempo do tratamento depende da necessidade do paciente. Para resultados palpáveis, o ideal é praticá-lo por, pelo menos, três meses.



Fonte: http://www.einstein.br/Paginas/home.aspx



Pilates: corpo malhado sem musculação

Pilates: corpo malhado sem musculação


De uma barriga mais definida ao autocontrole, passando por músculos firmes, fortes e alongados, ótima postura, articulações mais saudáveis, melhor capacidade de respiração e maior tolerância ao stress. Ufa! Não é à toa que o pilates conquista novas adeptas a cada dia

Por Olga Penteado




Respire e solte todo o ar, sentindo seu abdômen encolher ao máximo — como se o umbigo fosse colar nas costas — e as costelas fechando em direção ao centro. Sua barriga fica retinha, a cintura afina. Pena que dure só até a próxima respiração! Você pode, porém, preservar esse momento mágico para sempre ao praticar o pilates, um método de condicionamento físico criado na Alemanha na década de 20. Seja nos aparelhos inventados por Joseph Pilates — estruturas de madeira e metal, com molas e tiras de couro — como nos movimentos feitos no chão — técnica conhecida por mat pilates —, os músculos são trabalhados duplamente, ou seja, são tonificados e alongados ao mesmo tempo, mas dentro do limite de cada praticante.



“Os corpos treinados pelo método são fortes, alongados, flexíveis e saudáveis. A postura melhora muito e os movimentos se tornam elegantes”, garante Alice Becker, instrutora e proprietária do Physio Pilates, estúdio em Salvador (BA). “Lembro de uma ex-aluna que dizia que tinha a sensação de estar percorrendo um salão de baile com roupas fluidas, ainda que estivesse atravessando a faixa de pedestre”, conta Alice.



Para quem não gosta do ambiente agitado das academias, pilates é ideal, pois permite um corpo malhado sem puxar ferro. Esse é o caso de Tatiana Tiepolo, que pratica no estúdio Physio Sport Pilates, em São Paulo (SP). “Além de músculos mais firmes e bem desenhados, melhorei a postura”, diz ela.



Silhueta nova em três mesesO relato de Tatiana poderia ser multiplicado por 1200, número de alunos de Teresa Camarão, proprietária de dez estúdios no Rio de Janeiro, cinco deles abertos no ano passado. “A técnica dá resultados rápidos e duradouros, por isso está despertando tanto interesse”, diz Teresa. Segundo ela, em dez seções já dá para sentir diferença na flexibilidade. Em três meses, os músculos estão mais definidos e o condicionamento físico tem uma melhora significativa. “A mulher passa a conhecer seu corpo. Percebe seus limites, mas consegue vencê-los, desenvolvendo o autocontrole”, conta.



Tanto em aparelhos como no solo, o pilates é uma ginástica livre de impacto e que respeita a individualidade. “Os aparelhos servem para posicionar as alunas iniciantes e, ao mesmo tempo, para desafiar as experientes. Em grau avançado, por exemplo, a ginástica pode ser feita em um trapézio acoplado a um dos aparelhos”, diz Vany Giannini, fisioterapeuta e sócia-proprietária do Physio Sport Pilates. No solo, os exercícios exigem ainda mais da praticante, que tem de controlar sozinha o seu corpo. “O trabalho, porém, também pode ser facilitado com o uso de equipamentos como bolas e elásticos”, fala Sandra Tófoli, professora de pilates da academia Fórmula, de São Paulo.



Por dar ênfase à correção postural e ao bom alinhamento das articulações, o método é indicado também para o tratamento de lesões na coluna, joelhos e ombros, entre outras. Ana Paula Browne rompeu os ligamentos dos joelhos ao acidentar-se na Austrália. De volta ao Brasil, passou a se tratar com uma fisioterapeuta especializada na técnica. “Para minha surpresa, não tive que operar os joelhos”, relata Ana Paula, que é aluna do Centro de Ginástica Postural Angélica (CGPA), em São Paulo.



Abdômen forte comanda o corpoA base do método é o centro de força, composto principalmente pelos músculos do abdômen, região lombar, quadris e glúteos. O centro de força permanece contraído, dando sustentação para movimentação solta, fluida, das pernas e braços. “Temos que controlar o centro de força durante toda a aula, pois é ele que mantém estável a coluna vertebral, evitando lesões”, explica Alexandre Von Ajs, coordenador de pilates da Velox e professor da Estação do Corpo, academias no Rio de Janeiro (RJ).



“Para fazer os movimentos, a aluna tem que estar atenta, concentrada. Por isso, dizemos que a mente também está presente na ginástica”, diz Cristina Abrami, instrutora e sócia-proprietária do CGPA. “Com o treinamento, o cérebro registra as informações e a postura exigida para os exercícios é assimilada automaticamente no dia-a-dia. A barriga fica lisinha e a cintura afinada para o resto da vida”, garante a professora, lembrando também que o posicionamento correto da coluna protege de lesões e dores. Mulheres que já malham estão procurando o método para trabalhar o abdômen, como é caso de Valeska Praxedes, atriz e modelo paulistana de 29 anos que tem aulas de mat pilates na Fórmula. “Fiquei impressionada, até minha cintura afinou”, conta.



Prática mexe com as emoções

Segundo Pilates, que estudou técnicas orientais como a ioga para desenvolver seu método, o centro de força controla não só os movimentos do corpo como as emoções. “A adepta fica mais centrada, nos dois sentidos, físico e mental”, diz Cristina Abrami. Outro fator que interfere no bem-estar é o controle da respiração, fundamental para manter a postura durante os exercícios. “A respiração adequada também ajuda a combater o stress, pois acalma a mente e controla a agitação”, fala Vany Giannini. “Fiquei mais tranqüila e equilibrada, não me irrito com qualquer coisa”, confirma Luciana Fortes, 28 anos, funcionária pública que treina no Physio Sport Pilates, em São Paulo.



Pilates estava à frente do seu tempoVisionário e autodidata, Pilates nasceu em 1880, na Alemanha, com vários problemas de saúde, entre eles o raquitismo. Inconformado com sua condição física, passou a pesquisar técnicas de ginástica para desenvolver seu corpo. Os estudos levaram à criação de seu método, uma mescla de técnicas orientais, que privilegiam o alongamento, a concentração e a interiorização, e ocidentais, que enfatizam a construção de músculos. Para garantir a execução dos movimentos, ele criou aparelhos de apoio (foto abaixo). Em 1923, partiu para Nova York e abriu um estúdio para aplicar seu método. Seus clientes eram sobretudo os bailarinos com lesões provocadas pela dança. Quando morreu, em 1968, cinco discípulos levaram o método para outras cidades dos EUA. A técnica, porém, só se popularizou nos anos 90, quando as pessoas passaram a procurar um trabalho diferenciado de corpo, que propiciasse resultados estéticos mas não prejudicasse a saúde.


Revista Boa Forma

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pilates para homens

meninos atrás do tanquinho




Sarado, sim, troglodita, não. O verão pede barriga definida e silhueta mais esguia. Com isso, machos em busca do 'corpo ideal' trocam a sala de musculação por aulas de pilates, ioga, ginástica localizada e outras modalidades mais procuradas por mulheres



Letícia Moreira/Folhapress







RAFAEL BALSEMÃO

DE SÃO PAULO



Alvos de olhares femininos como Cauã Reymond, Rodrigo Santoro e Cristiano Ronaldo estão na mira dos machos. É que eles têm o "corpo do momento".

Agora, o bom é ser sarado, porém, sem exageros. Às vésperas do verão, e em meio à louca busca da "forma ideal", homens passam a habitar um território que já foi quase exclusivo do mulherio.

Eles têm frequentado aulas que antes só faziam a cabeça delas, como pilates e ginástica localizada. Ganha força o treino funcional. São tempos de menos halteres, mais bolas e elásticos.

"Essa nova tendência dá força e trabalha com o conceito do bem-estar. É um corpo masculino mais saudável", afirma o médico Cláudio Silva, ex-presidente da Acad (Associação Brasileira de Academias).

"Não se pensa só no músculo, mas também no coração e nas articulações. Há preocupação com redução do percentual de gordura, o que se traduz em um corpo definido, não tão volumoso."



NADA DE GIGANTE

Está mesmo em baixa, no mundinho das academias, o "shape" megamusculoso, conquistado à base de malhação pesada, suplementos e, em alguns casos, anabolizantes (hormônios sintéticos que ajudam os músculos a crescer mais rápido). Até "pit-boys" ( como ficaram conhecidos os lutadores de jiu-jítsu) estão buscando um físico mais esguio.

Hoje, quando um homem chega na academia, raramente pede séries de hipertrofia (para crescimento excessivo da massa muscular), segundo Saturno de Souza, diretor técnico da rede de academias Bio Ritmo.

Souza prevê o fim do troglodita na sala de musculação. "Ficar gigante já está ultrapassado. Os homens buscam o perfil que está na passarela da moda, um visual mais andrógino."

A verdade é que nunca se cogitou homem marombado no mundo da moda, afirma Anderson Baumgartner, diretor da agência Way Model. "O músculo não pode marcar a roupa." Quando um jovem em começo de carreira lhe pede um conselho, Baumgartner o incentiva a malhar. Entretanto, deixa bem claro: é para ficar magro.



EXERCÍCIO "DE MULHER"

Esse corpo masculino da vez foi o destaque da edição de novembro da "Details", revista norte-americana queridinha entre gays e metrossexuais. A revista destaca que muitos homens estão "aprendendo a apreciar os exercícios de alongamento e tonificação que as mulheres vêm utilizando há anos para esculpir seus corpos".

Nessa pegada, o empresário Agnaldo Vecchi, 45, radicalizou. Há seis meses, abriu mão do levantamento de pesos e passou a manter a forma apenas com ioga e pilates -algo inconcebível para adeptos dos urros na hora de suportar aquela supercarga no supino.

"Estou muito satisfeito. Hoje tenho um abdômen mais rígido do que quando fazia musculação", diz.

Para obter o físico dos modelos de publicidade de cuecas, o pilates é a bola da vez.

Tomas Truzzi, 27, que trabalha no mercado financeiro, praticava musculação. Ficou muito repetitivo. Há três anos, inseriu pilates em sua programação de atividades físicas na Cia Athletica.

"Precisava mudar o estímulo e vi que o pilates era uma forma de manter uma boa postura. Mas a maior contribuição é o conhecimento do corpo", diz ele, que também ganhou flexibilidade. "Você consegue isolar o músculo melhor, o que ajuda a não "roubar" na hora de levantar peso."



FORÇA E RESISTÊNCIA

O instrutor norte-americano Tim Fleisher, da rede Pilates StudioFit, é especialista em público masculino. Ele sabe que, para não perder seus alunos, precisa se aproximar deles de uma forma diferente. Os exercícios devem focar mais os membros superiores e têm que desafiar a força e resistência muscular.

"O pilates pode até mesmo ajudar os caras grandes, porque mexe com músculos menores, que geralmente não são trabalhados durante a malhação", explica Fleisher.

Porém, é necessário sensibilidade para manter grandalhões no estúdio. Algumas palavras são proibidas, diz o o instrutor. "Assoalho pélvico", por exemplo, é termo tabu para eles. O exercício de flexão lateral de coluna chamado "sereia" ganha o nome de "escavadeira", na versão testosterona do pilates.



BARRIGA DE GESTANTE

"O pilates presta atenção a detalhes e evita 'abdômen de grávida'", alardeia Fleisher, referindo-se a homens que ficam com a barriga projetada por excesso de músculos.

Na prática, o foco principal são os músculos laterais do abdômen, responsáveis por garantir o tanquinho dos sonhos: seis "gomos" bem definidos e barriga chapada.

Aos poucos, os homens deixam o preconceito de lado e encaram aulas femininas.

Por exemplo o economista Mário Gardano, 55, que trocou musculação por ginástica localizada, e comemora os resultados, apesar das piadas de colegas. "A aula é muito mais dinâmica. Estou muito mais definido do que quando fazia musculação."

Já o caminho do funcionário público Rafael Cavalcante, 27, foi inverso. Da ginástica foi parar na musculação. Começou na academia há três anos com o foco em exercício aeróbico para emagrecer -perdeu 15 quilos.

Rafael pegou gosto e hoje faz, entre outras coisas, "jump", aula em que o praticante salta em cama elástica. "No início, era desengonçado. Agora, sigo a coreografia. Sou quase um expert."

Ele faz musculação, mas rechaça o visual marombeiro, mesmo malhando cinco vezes por semana. "Não quero andar de asa aberta, perder a elegância", diz, referindo-se aos musculosos que caminham de braços abertos por causa do tórax inchado. E segue a luta infinita pelo corpo da vez.

Folha de São Paulo - 07/12/2010