sábado, 8 de setembro de 2012

RENOVANDO A ENERGIA MENTAL


Assistir a reprises de seriados renova a energia mental, diz estudo


Friends série
Quem gosta de “Friends” pode restaurar suas energias revendo algum episódio da série (Divulgação)
Publicado originalmente na Veja
Você precisa fazer uma tarefa complicada, mas está mentalmente exausto? Esqueça as bebidas energéticas e o café. Sente no sofá e sintonize naquela maratona de antigos episódios de Friends, Seinfeld, Chaves ou qualquer que seja o seu programa de TV favorito.
Vai funcionar. Pelo menos é o que afirma um estudo elaborado pela Universidade de Buffalo, nos EUA, que concluiu que pessoas que haviam assistido a alguma reprise de seus programas favoritos – ou visto novamente um filme – executavam de maneira mais eficiente tarefas maçantes ou complicadas.
Segundo o estudo, assistir ou interagir com algo familiar renova a energia mental, dando o impulso necessário para realizar essas tarefas – não deixa de ser uma boa notícia para os canais de TV a cabo que insistem em encher a programação com reprises.
De acordo com o pesquisador Jaye Derrick, que elaborou o estudo, tarefas complicadas consomem todas as reservas mentais de autocontrole emocional e disciplina.
“Com o esgotamento dessas reservas, a pessoa fica com menos energia para executar outro trabalho. Com o tempo essas reservas são restauradas, mas há meios de acelerar o processo”, disse Derrick.
“A pessoa que assiste a uma reprise de um programa favorito não precisa fazer esforço para pensar, falar ou mesmo fazer algo. Mas ao mesmo tempo ela está ‘interagindo’ com os personagens. Isso renova a energia.”
Resumindo: a pessoa conhece tão bem um episódio da sua caixa com os DVDs da terceira temporada deLost que já sabe de antemão o que os personagens vão dizer ou fazer – o que pode acabar com o suspense, mas também evita pensar e não necessariamente estraga a diversão.
O estudo foi publicado na revista Social Psychological and Personality Science. Nele, o autor descreve que realizou dois experimentos para elaborar sua teoria de “mais reprises, mais energia.”
No primeiro, foram selecionaram 205 participantes. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro teve que completar uma tarefa complicada, que exigia bastante esforço mental. O segundo grupo teve que executar um trabalho que exigia menos esforço.
Em seguida, os dois grupos foram novamente divididos. Alguns participantes de cada grupo original tiveram que escrever um texto listando itens que podiam ser encontrados em seus quartos. Os da outra metade tiveram que escrever sobre seus programas de TV favoritos.
Com as ‘redações’ à mão, o pesquisador observou que a metade dos participantes que havia realizado a tarefa complicada e teve que escrever sobre TV, em vez de itens no quarto, discorreu mais do que o grupo que realizou a tarefa mais fácil.
Os resultados, segundo o estudo, indicaram que esses participantes foram se ‘refugiar’ mentalmente em seus programas de TV favoritos após realizarem a tarefa complicada.
Ao mesmo tempo, aqueles que discorreram mais longamente sobre seus programas favoritos demonstraram que restauraram mais rapidamente seus níveis de energia. Isso permitiu que eles executassem mais eficientemente a próxima tarefa: a montagem de um quebra-cabeça complicado.
No segundo estudo, 86 diferentes participantes tiveram que elaborar um diário. Nele, eles relataram tarefas diárias que exigiam esforço e sua disposição a cada dia.
Quando os diários foram analisados, Derrick observou que os participantes que haviam executado tarefas que exigiam esforço eram mais propensos a rever algum episódio de um seriado ou filme antigo, ou até mesmo reler um livro.
“Em outras palavras: houve um efeito restaurador provocado por um mundo familiar de ficção,” disse Derrick.
Mas tudo isso, segundo o estudo, não significa que as pessoas devem ficar ‘vegetando’ em frente ao televisor.
“O efeito restaurador que encontrei acontece especificamente quando a pessoa assiste novamente a um mesmo episódio ou programa favorito. Só ver o que está na televisão não restaura a energia. E, talvez surpreendentemente, assistir a um novo episódio de um programa de televisão pela a primeira vez que não fornece o mesmo benefício”, disse Derrick.
Segundo o pesquisador, reprises de seriados e filmes e releituras podem ser mais eficientes para restaurar energia que interação social – ou como se ficar em casa revendo velhos DVDs fosse mais relaxante do que sair no bar com os amigos.
“A interação social traz resultados positivos, mas o intercâmbio humano também pode produzir um sentimento de exclusão, rejeição e ostracismo, o que pode diminuir a força de vontade”, conclui o estudo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O QUE ACONTECE COM O NOSSO CÉREBRO, QUANDO NOS EXERCITAMOS



cérebro

O que acontece com nosso cérebro quando nos exercitamos (e por que ficamos felizes)

POR -  29 AGO, 2012 - 11:38

Muitos de nós já sabemos o que acontece com o nosso corpo quando nos exercitamos. Construímos mais músculos ou mais estamina.  Nós sentimos como atividades diárias como subir escadas se tornam mais fáceis se nos exercitamos regularmente. No âmbito cerebral e de humor, no entando, a conexão não é tão clara. Leo Widrich, co-fundador do app de compartilhamento de mídias sociais Buffer foi descobrir a conexão entre se sentir bem e se exercitar regularmente.
O que dispara a felicidade no nosso cérebro quando nos exercitamos?
“Sim, sim, eu sei tudo isso, é aquela coisa com as endorfinas, que te fazem se sentir bem e são por elas que devíamos nos exercitar sempre e tal, não é?” é o que eu posso me ouvir dizendo quando alguém toca nesse assunto. Eu sei algumas coisas aqui e ali, mas nunca tinha parado para saber a fundo a conexão entre exercício e como eles nos afetam. Esse lance de “endorfinas liberadas” é algo que eu jogo numa conversa para parecer mais sábio, sem realmente saber o que isso quer dizer.
Isto é o que realmente acontece:
Se você começa a se exercitar, seu cérebro reconhece esse momento como estresse. Enquanto a pressão do seu coração aumenta, o cérebro acha que ou você está brigando com o inimigo ou fugindo dele. Para proteger você e seu cérebro do estresse, você libera uma proteína chamada BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro). Esse BDNF possui um elemento protetor e também reparador para os neurônios da sua memória e age como um botão de reiniciar. É por isso que nós frequentemente nos sentimos tão bem, como se tudo estivesse claro, depois de nos exercitarmos.
Ao mesmo tempo, endorfinas, outro elemento químico para combater o estresse, são liberados em nosso cérebro. A proposta principal das endorfinas são as seguintes, diz o pesquisador MK McGovern:
“Essas endorfinas tendem a minimizar o desconforto do exercício, bloquando a sensação de dor, e são até associadas com uma sensação de euforia”.
Tem muita coisa acontecendo no nosso cérebro, e geralmente ele é muito mais ativo do que quando estamos apenas parados ou nos concentrando mentalmente:
Portanto, BDNF e endorfinas são as razões pelas quais fazer exercícios nos deixa tão bem. A parte mais ou menos assustadora é que eles tem um comportamento muito similar e viciante como a morfina, heroína ou nicotiva. A única diferença? Bem, pelo menos isso nos faz bem.
Não faça mais, mas foque em quando fazer
Agora é que a coisa fica interessante. Nós sabemos os fundamentos básicos de como se exercitar nos deixa mais felizes e o que acontece dentro de nossos neurônios. A parte mais importante a ser descoberta é, como podemos otimizar essas sensações para que elas ajam de forma prolongada?
Um estudo recente na Penn State foi a fundo no assunto e os resultados foram surpreendentes. Eles descobriram que para ser mais produtivo e contente em determinado dia de trabalho, não importa muito, se você malha regularmente, que você não tenha se exercitado naquel dia em particular:
“Aqueles que se exercitaram durante o mês anterior mas não no dia do teste se saíram geralmente melhor no teste de memória do que aqueles que estavam sedentários, mas não tiveram uma performance tão boa quanto os que tinham malhado naquela manhã”.
A autora Gretchen Reynolds, considerada bestseller pelo New York Times, escreveu um livro sobre o assunto chamado Os Primeiros 20 Minutos. Para alcançar o nível mais alto de satisfação e benefícios para a saúde, a dica está em não se tornar um atleta profissional. Pelo contrário, uma quantidade muito menor de exercícios é necessária para alcançar esses picos no nível de felicidade e produtividade no dia-a-dia:
“Os primeiros 20 minutos de movimentação, se alguém tem sido muito sedentário, oferecem a maior parte dos benefícios. Você prolonga seu tempo de vida, reduz riscos de doenças – todas essas coisas vem logo nos primeiros 20 minutos de atividade”.
Então você pode relaxar e não precisa ficar esperando pela próxima seção pesada de malhação. Tudo o que você deve fazer é garantir 20 minutos de foco no exercício para obter esse impulso de felicidade diária:
“Nos dias em que a pessoa se exercitou, o humor dela melhorou significativamente. E durou pelos dias que não se exercitou, também, com a diferença de seu senso de calma ter deteriorado com o tempo.” (University of Bristol)
Faça disso um hábito
Começar a se exercitar regularmente ou até diariamente é mais fácil falar do que fazer. Precisamos de muito foco para criar o hábito de se exercitar todos os dias. A parte mais importante para notar é que exercício é um hábito-chave. Isso quer dizer que se exercitar pode galgar o caminho não só para a felicidade, mas também para o crescimento em outras áreas de sua vida.
Em um post recente do meu colega Joel, ele escreveu sobre o poder do exercício diário em sua rotina. Coincidentemente, ele segue as regras acima com precisão e pratica esportes diariamente antes de fazer qualquer outra coisa. Ele escreve:
“Pelas 9h30 da manhã, já fiz uma hora de códigos para o aplicativo Buffer, já fui para a academia e respondi e-mails por 30 minutos Ainda são 9h30 e eu já realizei bastante, e me sinto muito bem”.
Conversei bastante com Joel sobre seu hábito de se exercitar, e aqui vão alguns fatores importantes para que você consiga se preparar para o sucesso e tornar sua rotina de esportes divertida:
  • Coloque suas roupas de academia em cima do seu despertador ou telefone quando for para a cama: esta técnica soa fácil, mas é uma das mais poderosas. Se você arrumar tudo o que precisa para ir à academia antes de dormir, e colocar seu despertador sob elas, você vai se convencer mais fácil a usá-las.
  • Acompanhe seus exercícios e anote-os na mesma hora quando terminá-los. Quando você quer se exercitar regularmente, a dica é manter um hábito. Um jeito de alcançar esse hábito é se “premiar”, e isso vai te lembrar das boas sensações que você teve ao terminar. Na nossa grande lista de aplicativos para web, temos uma seção inteira de aplicativos de esportes que podem te ajudar. Experimente o Fitocracy ou o RunKeeper para manter um acompanhamento de seus exercícios. Tente registrar claramente o processo. Anote seu desempenho antes mesmo de entrar na ducha ou assim que sair da academia.
  • Pense em começar de leve e aí comece ainda mais leve: Aqui vai um segredinho. Quando eu comecei a praticar esportes, eu fiz durante cinco minutos por dia, três vezes por semana. Dá pra imaginar? Cinco minutos de exercício contado, três vezes por semana? Não é nada! Sim, e é porque a tarefa é tão fácil e qualquer pessoa consegue fazer isso que fica fácil tornar disso um hábito. Se você está começando, não faça mais do que 10 minutos diários.
O nível mais alto de felicidade acontece logo no começo
Por fim, exercitar-se aumenta as proteínas de BDNF no seu cérebro e funciona como um melhorador de humor. Os efeitos são similares à adicção por drogas, diz um estudo. Então, quando você começa a se exercitar, a sensação de euforia é altíssima:
“A liberação de endorfinas tem um efeito aditivo, e com o tempo é cada vez mais necessário se exercitar para alcançar aquele mesmo nível de euforia.” (McGovern)
Então, se você nunca fez esporte algum (ou pelo menos não tem feito por algum tempo), seus ganhos de felicidade serão altos se você começar agora.

Sedentarismo, o vilão de muitas pessoas!


Foto: http://montinyak.ru/
Por Rafaela Porto

O sedentarismo representa um dos principais fatores de risco à saúde, causando um grande impacto na saúde pública, ocasionando o aparecimento de doenças degenerativas não transmissíveis como: diabetes tipo 2, hipertensão, hipercolesterolemia, obesidade, doenças cardiovasculares, osteoporose e algumas formas de câncer.
Algumas referências têm o objetivo de verificar a importância da atividade física diária (AVD) com a proposta de auxiliar o controle do sedentarismo e das doenças degenerativas.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sedentarismo compromete cerca de 70% da população mundial associado a dois milhões de mortes ao ano globalmente, e por 75% por mortes nas Américas. Estimativas econômicas de vários países consideram o sedentarismo responsável por 2% a 6% dos custos totais em saúde publica. No Brasil, não há dados sobre o custo do sedentarismo, mas recente relatório elaborado pelo Banco Mundial atribuiu 66% dos gastos em saúde às doenças crônicas não transmissíveis em todo o País.
Profissionais da área da saúde mudam o estilo de vida mais saudável e justificam-se pela necessidade de propor novas estratégias de treinamento para os clientes, promovendo uma recuperação mais rápida ou o controle de enfermidades de forma segura e eficaz.
O Pilates chegou ao Brasil no final dos anos 90 e tem como objetivo principal: melhora da postura, força, resistência, equilíbrio, coordenação motora, e isso vem atraindo cada vez mais praticantes no mundo todo, entre eles, as pessoas consideradas sedentárias também.
Veja quais os benefícios em praticar Pilates:
• Melhora postura e o alinhamento corporal
• Aumenta a consciência corporal
• Alívio de tensões e dores
• Melhora do alongamento e flexibilidade
• Desenvolve equilíbrio e coordenação motora
• Fortalecimento e estabilização dos músculos do core
• Tonificação muscular e resistência
• Diminui o impacto nas articulações
• Melhora a performance atlética
• Previne lesões
Em uma perspectiva atual, tem-se tornado consistente o estudo da prática de atividade física, dada sua importante relação com eventos de saúde e qualidade de vida em jovens, adultos e idosos.
Então não faça parte nas estimativas, pratique atividade física com regularidade e porque não Pilates? BOAS AULAS!!!