quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Nutrientes certos melhoram sua capacidade de concentração

Com tanta informação que chega até a gente, é difícil manter o foco. Mas há um caminho natural para redobrar a atenção nas atividades diárias. Olha só!

Publicado em 20/11/2012
Conteúdo do site MÁXIMA
Foto: Getty Images

Uma imagem, um cheiro, um som... tudo é motivo para chamar a atenção e fazer a mente dispersar. Afinal, o que acontece em nossa cabeça? "O cérebro é capaz de concentrar os esforços numa só direção, porém basta um estímulo qualquer para ele mudar de rumo", explica o neurologista Ivan Okamoto, do Hospital Albert Einstein (SP). Além disso, stress, ansiedade, alguns medicamentos, álcool, má alimentação, jejum prolongado, cansaço e insônia também podem interferir na capacidade de concentração. Segundo Ivan Okamoto, nosso cérebro não é preparado para ser multimídia e processar todas as informações que recebemos ao mesmo tempo. Mas, calma! Dá para redobrar a atenção com algumas medidas simples: "Comece eliminando aquilo que mais distrai você enquanto estuda ou trabalha, como música, televisão ou aviso de e-mail piscando na tela do computador", recomenda Ivan. Vale ainda praticar exercícios de respiração e consumir alimentos que turbinam o cérebro.

Nutrientes que acertam o foco

De acordo com a nutricionista Yonah Figueira (PA), folhas verde-escuras, como brócolis e espinafre, contêm ácido fólico, que regula a conexão entre as células nervosas, favorecendo o desempenho cognitivo. Os cereais integrais possuem, além de ácido fólico, vitaminas do complexo B, que são fundamentais no processo de troca de informações entre os neurônios.


Método fácil

Quando for estudar, ler ou resolver um problema, vá para um ambiente silencioso. Verifique se você não está com fome, sede ou cansaço - fatores que desconcentram. Faça uma agenda com a sua rotina e recorra a ela sempre que dispersar.


Óleos do bem

Azeite de oliva extravirgem, óleo de canola, de girassol e de linhaça são ricos em ácidos graxos monoinsaturados, que fortalecem a memória. Óleo de peixe (presente na sardinha e no salmão) melhora a concentração, ativa a memória e previne doenças cerebrais.


Anticoncentração

Maneire no consumo de cafeína e de açúcar e evite gordura trans, que reduz a utilização de ômega 3 pelo cérebro. A falta de água no organismo também interfere na atenção, assim como a carência de colina, nutriente encontrado na lecitina de soja e na gema do ovo.


Fique atenta!
Respirar profundamente relaxa o corpo, acalma a mente e traz os pensamentos para o presente. Cristina Armelin, coordenadora no Brasil da Fundação Internacional Arte de Viver, ensina um exercício de respiração alternada, que deve ser realizado de manhã, no fim do dia e sempre que você estiver passando por uma situação estressante.

1º Sente-se no chão ou numa cadeira com as costas retas e feche os olhos. Posicione sua mão esquerda sobre a coxa esquerda com a palma virada para cima. Apoie os dedos indicador e médio da mão direita entre as sobrancelhas e inspire profundamente.

2º Mantendo os dedos na posição, tampe a narina direita com o polegar e expire pela narina esquerda.

3º Agora inspire profundamente pela narina esquerda enchendo o pulmão. Feche essa narina com o dedo anelar, abra a narina direita e expire por ela. Repita o processo, por 5 minutos, alternando os lados.

Veja as melhores dicas de saúde para o verão

Especialistas indicam como resfriar ambientes e cuidar do corpo nos dias quentes
Lucas Frasão e Camila Neumam, do R7
As altas temperaturas durante o verão podem acarretar problemas de saúde. Usar filtro solar e beber muita água são as recomendações básicas para evitar danos na pele e desidratação. Mas há outras sugestões para manter o corpo em dia durante a estação mais quente do ano, como manter boa alimentação, tomar cuidado com animais marinhos e deixar a casa mais fresca. O R7 ouviu especialistas de diversas áreas e reuniu todas as dicas, que incluem sugestões de cores para "resfriar" a casa e de alimentos que podem ajudar na hora de se bronzear na praia. Leia todas abaixo e previna-se.

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Fontes: Camila Leonel, nutricionista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Agnaldo Augusto Mirandez, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Jacob Faintuch, professor e clínico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Humberto Bogossian, pneumologista do hospital Israelita Albert Einstein; Luciane Fujita, pneumologista do Instituto do Sono; Roberto Negrete, designer de interiores; Elaine Zanon, vice-presidente de planejamento da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) de Curitiba; José Alberto Aguilar Cortez, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP; Vidal Haddad Jr., professor da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu.

 

Os males provocados pelo cigarro
O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.
Até setecentos aditivos químicos talvez entrem nos ingredientes utilizados na fabricação de cigarros, mas a lei permite que os fabricantes guardem a lista em segredo. No entanto, constam entre os ingredientes matais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros. Aquela atraente espiral de fumaça está repleta de umas 4.000 substâncias, entre as quais acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido. Os pulmões dos fumantes e de quem está perto ficam expostos a pelo menos 43 substâncias comprovadamente cancerígenas.
No mundo todo, três milhões de pessoas por ano (seis por minuto) morem por causa do fumo, segundo a OMS (Organização mundial de Saúde) e pela Sociedade Americana do Câncer. Essa análise das tendências mundiais com relação ao fumo, a mais abrangente até a presente data, engloba 45 países. “Na maioria dos países”, adverte Richard Peto, do Fundo Imperial de Pesquisas do Câncer, “o pior ainda está por vir. Se persistirem os atuais padrões de tabagismo, quando os jovens fumantes de hoje chegarem à meia-idade ou à velhice, haverá cerca de 10 milhões de mortes por ano causadas pelo fumo – uma morte a cada três segundos.
O fumo é diferente de outros perigos”, diz o Dr. Alan Lopez, da OMS. “O fumo mata um em cada dois fumantes”. Martin Vessey, do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Oxford, diz algo parecido: “Essas constatações no período de 40 anos levam à terrível conclusão de que metade de todos os fumantes terminará morrendo por causa desse hábito – uma idéia muito aterradora.” Desde a década de 50,60 milhões de pessoas morreram por causa do fumo. Essa idéia é muito aterradora também para a indústria do tabaco. Se todo ano, no mundo todo, três milhões de pessoas morrem por motivos ligados ao fumo, e muitas outras param de fumar, então todo ano é preciso encontrar três milhões de novos fumantes.
Uma fonte de novos fumantes surgiu por causa do que a indústria do tabaco aclama como liberação das mulheres. O fumo entre as mulheres é fato consumado já por alguns anos nos países ocidentais e agora está ganhando terreno em lugares em que se via nisso um estigma. Os fabricantes de cigarro pretendem mudar tudo isso. Querem ajudar as mulheres a comemorar a prosperidade e a liberação recém – conquistadas. Marcas especiais de cigarro que alegam ter baixos de nicotina e alcatrão engodam as mulheres que fumam e que acham esse tipo de cigarro menos prejudicial. Outros cigarros são perfumados ou então são longos e finos – o visual que as mulheres talvez sonhem conseguir fumando. Os anúncios de cigarro na Ásia apresentam modelos orientais, jovens e chiques, elegante e sedutoramente vestidas no estilo ocidental.
No entanto, o saldo de mortes relacionadas com o fumo ganha terreno, junto com a “liberação” feminina. O número de vítimas de câncer de pulmão entre as mulheres dobrou nos últimos 20 anos na Grã-Bretanha, no Japão, na Noruega, na Polônia e na Suécia. Nos Estados Unidos e no Canadá, os índices aumentaram 300%. “Você percorreu um longo caminho, garota!”, diz um anúncio de cigarro. Alguns fabricantes de cigarro têm sua própria estratégia. Certa empresa nas Filipinas, país predominantemente católico, distribuiu calendários gratuitos em que logo abaixo da imagem da Virgem Maria aparecia, descaradamente, o logotipo do cigarro.
“Nunca tinha visto nada igual”, disse a Dra.Rosmarie Erban, conselheira de saúde da OMS, na Ásia. “Estavam tentando relacionar o ícone ao fumo, para que as mulheres filipinas não se sentissem culpadas diante da idéia de fumar.” Na China, calcula-se que 61% dos homens adultos fumam, contra apenas 7% das mulheres. Os fabricantes ocidentais de cigarro estão de olho na “liberação” dessas belas orientais, milhões das quais por muito tempo foram privadas dos “prazeres” desfrutados pelas glamorosas ocidentais. Mas há uma pedra enorme no caminho: o fabricante estatal de cigarro supre o mercado com a maior parte do produto.
As empresas ocidentais, porém, estão gradualmente conseguindo abrir as portas. Com oportunidades limitadas de publicidade, alguns fabricantes de cigarro procuram preparar o terreno para ganhar futuros clientes à surdina. A China importa filmes de Hong Kong, e em muitos deles os autores são pagos para fumar – um marketing sutil! Em vista do aumento das hostilidades em seu próprio país, a próspera indústria norte-americana do tabaco está estendendo seus tentáculos para aliciar novas vítimas. Os fatos mostram que os países em desenvolvimento são seu alvo, não importa o custo em vidas humanas.
No mundo todo as autoridades sanitárias soam o alarme. Algumas manchetes: “África combate nova praga: o fumo.” “Fumaça vira fogo na Ásia enquanto o mercado tabagista dispara.” “Índices de consumo de cigarro na Ásia causarão epidemia de câncer.” “A nova batalha do Terceiro Mundo é contra o fumo” O continente africano tem sido castigado por secas, por guerras civis e pela epidemia da AIDS. No entanto, diz o Dr.Keith Ball, cardiologista britânico, “com exceção da guerra nuclear ou da fome, o fumo é a maior ameaça para a saúde da África no futuro”.
Gigantes multinacionais contratam lavradores para cultivar tabaco. Estes derrubam árvores cuja madeira é extremamente necessária para cozinhar, aquecer ambientes e construir casas e a usam como combustível para a cura do tabaco. Cultivam lucrativas plantações de tabaco em vez de produtos alimentícios menos lucrativos. Os africanos pobres geralmente gastam grande parte de sua escassa renda em cigarro. As famílias africanas definham, desnutridas, enquanto os cofres dos fabricantes ocidentais de cigarro engordam com os lucros.