quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Música: um santo remédio

Você anda nervosa, deprimida ou com dificuldade para dormir? Antes de passar na farmácia, dê uma olhadinha na sua coleção de CDs (ou nos arquivos de música do computador)

Publicado em 13/09/2012
Reportagem: Beatriz Levischi / Edição: MdeMulher
Conteúdo do site ANAMARIA
Mulher ouvindo musica
Uma canção tem o poder de relaxar e traz muitos benefícios à saúde
Foto: Getty Images
Estudos recentes sugerem que o cérebro responde aos estímulos musicais como se fossem remédio. Isso significa que a sua canção favorita pode regular funções do corpo, reduzir o estresse e até desenvolver habilidades motoras. Para as grávidas, colocar um fone com uma melodia gostosa em contato com a barriga pode aumentar o laço entre elas e seus bebês e ainda torná-los mais inteligentes.
Como não existe um tipo específico de música que faça todos os seres humanos se sentirem melhor, escolha um som que desperte lembranças e sensações boas. Vale música clássica, pop, sertaneja, rock’n’roll...
O segredo é se sentar ou deitar confortavelmente e prestar atenção na letra e na melodia, em vez de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Ainda não está convencida? Conheça, então, as vantagens desse tratamento.
Ouvir música...
1. Reduz o estresse
Músicas calmas diminuem a ansiedade porque baixam a frequência cardíaca e, com isso, a pressão arterial. Escolha uma que prenda a atenção e faça você esquecer as preocupações do dia a dia. Em 10 minutos, seu corpo estará relaxado - fica mais fácil até pegar no sono! Se músicas lentas causam em você impaciência, ouça algo mais animado.
2. Alivia a dor
Estudo feito por uma universidade americana constatou que quem ouve sua música favorita em procedimentos cirúrgicos precisa de menos sedativos e analgésicos. A estratégia também serve para combater o mal-estar de doenças crônicas: a música altera a percepção da dor e aumenta a eficácia dos remédios.
3. Ameniza a depressão
Curtir um som libera dopamina, neurotransmissor que atua nos centros de prazer do cérebro. O tom, a estrutura e a letra da música têm impacto direto na emoção provocada, mas há também questões subjetivas, como as lembranças que ela desperta.
4. Faz o organismo TODO funcionar melhor
A respiração estruturada de quando a gente canta (ou você vai dizer que ouve música em silêncio?) massageia o intestino, alivia o coração, fornece ar adicional aos pulmões e impulsiona a circulação sanguínea. Como se esses benefícios não bastassem, nossa memória e concentração ainda ficam tinindo!
5. Ajuda a tratar problemas sérios
Pesquisas comprovam que ouvir música diminui as náuseas durante a quimioterapia, melhora o humor e a mobilidade de pessoas com mal de Parkinson e incentiva os pacientes a participarem de tratamentos capazes de encurtar sua estadia no hospital.

Pilates proporciona benefícios à mente

Veja de que maneira o pilates melhora o condicionamento mental, além do físico, e torna os praticantes aptos a sustentar uma nova postura de vida

Reportagem: Raphaela de C. Mello - Edição: MdeMulher


Istockphoto
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"A boa forma física não pode ser alcançada por mero desejo ou simples compra", fala Joseph Pilates

Se você não faz parte do time de fãs das academias de ginástica, mas frequenta alguma, mesmo a contragosto, para manter a forma - ou se recusa a encarar aulas dos mais variados estilos e o uso de pesinhos -, está na hora de experimentar o método de condicionamento físico e mental criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967). Apesar da aparente suavidade dos movimentos, os exercícios de pilates fazem com que o corpo não só se alongue e se fortifique de forma integrada e individualizada, como também convida os praticantes a experimentar uma nova maneira de se relacionar com o mundo.
Por privilegiar exercícios de baixo impacto e poucas repetições, a técnica proporciona resultado eficaz com menor desgaste dos músculos e das articulações. "O praticante passa a utilizar sua energia sem desperdiçá-la naquilo de que não precisa. Esse domínio, originado na mente, resulta em vigor e bem-estar", diz Inelia Garcia, proprietária do The Pilates Studio Brasil, rede espalhada pelo país, e ex-aluna de Romana Kryzanowska, uma das principais discípulas de Jospeh Pilates e grande divulgadora de seu legado.
Ministrado com precisão cirúrgica, o método se molda a pessoas de todas as faixas etárias, inclusive as que sofrem de dores crônicas ou de problemas ósseos e musculares. Nesse caso, o trabalho é conduzido por um fisioterapeuta. Uma vez curada a lesão, o professor de educação física, devidamente certificado, assume o comando. A essência da mensagem de Pilates é: independentemente da situação em que esteja, você pode e deve se mexer.
Muito além do colchonete
 
Grande parte da beleza dessa corrente, que a cada dia conquista mais adeptos, reside no fato de que o aprendizado extrapola as paredes do estúdio. O aluno não demora a perceber que está diante não apenas de um conjunto de movimentos, mas de uma filosofia de vida calcada na crença de que somos responsáveis por nossa saúde física e mental. "Quando nos apoderamos da habilidade inata de controlar nosso corpo, evoluímos também no campo emocional. É libertador e estimulante descobrir que somos capazes de assegurar o próprio bem-estar", destaca Brooke Siler, instrutora americana, também formada sob a tutela de Romana Kryzanowska, e autora de Desafios do Corpo Pilates, da Summus Editorial.
Ganha-se, portanto, um jato de autoestima. E mais. "O pilates incita a força de vontade, o desejo, o impulso de realizar coisas e a convicção de que você pode alcançar seus objetivos", sublinha Inelia Garcia, proprietária do The Pilates Studio Brasil. Não se trata de mágica. Esse, digamos, efeito colateral comportamental é apenas reflexo da cumplicidade entre mente, corpo e emoções. "O controle da respiração ajuda a aplacar a ansiedade. Assim, a atividade é uma ferramenta de estabilidade emocional e de autoconhecimento", ela afirma. Além disso, a modalidade também serve de escudo contra o estresse e a fadiga.

Istockphoto
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O pilates trabalha a força e a concentração

Agenda anual de saúde: prepare a sua

Fique por dentro dos exames que você precisa fazer periodicamente - dos 20 aos 60 anos!

Publicado em 08/11/2008
Patrícia Logullo
Conteúdo do site VIVA!MAIS
Agenda anual de saúde: prepare a sua
Procure seguir sempre as orientações
do especialista
Foto: Dreamstime
Dizem que você precisa ir ao ginecologista todo ano. E também fazer exame de colesterol, eletrocardiograma, passar no oftalmologista e no dentista de vez em quando... Sem falar naquela vizinha que lhe deu a maior bronca por nunca ter medido sua glicemia (taxa de açúcar no sangue)! Para colocar ordem nessa bagunça, Viva! listou os procedimentos que toda mulher precisa fazer – mesmo as saudáveis. As que têm algum sintoma (sangramento, dor, manchas na pele, palpitações, tontura, fadiga, desânimo, falhas na visão ou qualquer outro) devem procurar um clínico geral, que poderá examiná-las e pedir exames complementares. 


Exames para a mulher sem sintomas 

Papanicolau 
Finalidade: Detectar risco de câncer de colo de útero. 
20 a 30 anos: Uma vez ao ano. 
31 a 45 anos: Se houver dois resultados normais, uma vez em dois anos; se não, anualmente. 
45 a 60 anos: Se houver dois resultados normais, uma vez em três anos; se não, anualmente. 

Exame bucal (pelo dentista) 
Finalidade:
 Identificar infecções, como cáries, e lesões que podem se tornar câncer de boca. 
20 a 30 anos: Uma ou duas vezes ao ano. 
31 a 45 anos: Uma ou duas vezes ao ano. 
45 a 60 anos: Uma ou duas vezes ao ano. 

Hemograma 
Finalidade:
 Mapear diversas doenças e desequilíbrios do organismo, como anemia e infecções 
20 a 30 anos: Uma vez no período. 
31 a 45 anos: Uma vez no período. 
45 a 60 anos: Uma vez no período. 

Glicemia de jejum 
Finalidade: Mostrar o risco de diabetes. 
20 a 30 anos: Uma vez no período. 
31 a 45 anos: Uma vez no período. 
45 a 60 anos: Uma vez no período. 

Colesterol total e frações 
Finalidade:
 Verificar risco para o coração e as artérias. 
20 a 30 anos: Uma vez no período. 
31 a 45 anos: Uma vez no período. 
45 a 60 anos: Uma vez no período. 

Mamografia 
Finalidade:
 Revelar nódulos e cistos e tumores nas mamas. 
Anualmente, a partir dos 40 anos se mãe ou irmã tiveram câncer de mama; se não, uma vez ao ano após os 50 anos. 

Densitometria óssea 
Finalidade:
 Diagnosticar a osteoporose. 
45 a 60 anos: A cada dois anos se for detectada osteoporose. 

Eletrocardiograma 
Finalidade: Registrar problemas na atividade do coração. 
31 a 45 anos: Uma vez no período. 
45 a 60 anos: Uma vez no período. 

Na hora da consulta... 
. Se você está saudável, sem queixas e foi ao médico só como medida de prevenção, nada de se preocupar caso o especialista não peça exames complementares – de sangue, urina, imagem.“Uma mulher jovem, saudável e sem incômodos pode manter um acompanhamento anual”, avalia Thaís Raquel Pinheiro, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família (Sobramfa). 

. Siga as orientações de seu médico. Se ele não pedir teste algum, pergunte o porquê, explique sua preocupação e ouça o que ele tem a dizer a respeito do benefício daquele procedimento para uma mulher da sua idade e na sua condição de saúde. Avalie também se ele a escutou durante a consulta: “Os exames de laboratório e de imagem não fazem o diagnóstico sozinhos; eles são complementares, ajudam o médico a compor seu raciocínio”, explica Thaís. 

. O mais importante não é ter uma listinha de exames debaixo do braço para exigir do médico quando for à sua próxima consulta, mas, sim, prestar atenção à própria saúde, relatar qualquer sintoma – de uma mancha na pele até dorzinha que não passa, mesmo que seja para o ginecologista – e ouvir a orientação do médico para você, exclusivamente para você. “Os exames pedidos são específicos para cada paciente, levando em consideração a história da sua família e, sobretudo, as preocupações da mulher”, assinala a médica.